Curral eleitoral


Aqui vai dar na Boa Vista?
Não, não. Aí vai para a Agamenom. A Boa Vista é por ali.

Como eu estava indo por ali onde apontei, a senhora me acompanhou.

Meus créditos acabaram. Aí fiquei contrariada. Porque queria falar com a minha filha. Daí acabei errando o caminho. Saí da farmácia e errei. Mas é assim, a gente fica contrariada com essas coisas, né? Eu não acredito que ninguém viva tranquilo hoje em dia. Se a pessoa disser que é tranquilo eu duvido. Tudo deixa a
gente contrariado. Para vir para cá peguei um ônibus lotado. Nossa! Aí usa um sapato, o sapato aperta. Ontem sai de sapato e fiquei com o pé todo arranhado. Daí hoje eu vim de sandália. Que o sapato machucou.

Eu já moro aqui a muito tempo. Mas na verdade sou do interior. Sou de Patos, ali de Taperóa. Na verdade eu nasci em Taperoá e a minha família toda se mudou para Patos. Aí eu sou de lá.

De uma sacola de papel, cheia de caixas de remédios, catou a identidade e me mostrou. A senhora era mesmo de Patos, Paraíba.

Mas lá em casa é engraçado. Eu e minha irmã mais velha tem 60 anos. A gente ri tanto dessa história. Lá em casa é tudo registro aumentado. Porque naquela época menina de 16 anos não podia votar. Só podia com 18. Aí os políticos aumentavam os registros.

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