Rubem Alves

Conheci Rubem Alves quando estava na faculdade. Fazia parte de um grupo de estudos sobre conforto ambiental e andava muito orgulhosa de ter sido classificada como "pesquisadora". O professor líder do grupo pediu que léssemos "Filosofia da Ciência" para discutirmos em grupo. Com linguagem lúdica e um texto carinhoso, Rubem nos apresenta os jogos da Ciência e dismitifica a soberania desse tipo de conhecimento. Um ótimo livro para abalar as certezas de jovens aspirantes a cientistas.

Numa conversa com o meu psicologo de então acerca do tal livro, descobri que Rubem Alves se interessava por escrever sobre diversos assuntos. E talvez seu mais belo texto, tenha sido aquele dedicado a sua filha, "A menina e o pássaro encantado". A fábula fora escrita para ensinar a pequenina a lidar com a saudade. Mas suas palavras tornaram-sem livres e falaram também das saudades dos grandes e dos amantes.

A essa altura havia me apaixando por Rubem. Encontrava nele ternura e sabedoria. O próximo livro que tive prazer de conhecer foi "Ostra feliz não faz pérola". Somente o título já é uma lição e tanto. O volume é repleto de historietas leves sobre diversos aspectos da vida, desde o amor até a morte.

Thiago, conhecendo bem minha paixão me presenteou no Natal com "Pimentas: para provocar um incêndio, não é preciso fogo". Outro título perspicaz. Nesse livro Rubem está mais velho, talvez não tão doce quanto nos outros onde o conheci. Um tanto mais apimentado! (Perdão pelo trocadilho infame...). Foi a última vez que li Rubem.

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